ROLANDO CHRISTIAN COELHO | MDB e PP longe de querer Carlos Moisés

Governador terá dificuldades em ingressar em uma sigla de expressão, por conta das pretensões internas já existentes

Rolando Christian Coelho, 10/08/2021

MDB e PP longe de querer Carlos Moisés

Internamente, tanto o MDB quanto o Progressistas têm manifestado profundas restrições em relação a possível filiação do governador Carlos Moisés da Silva a uma das duas legendas. No embalo, quem também já tem criado obstruções quanto a filiação do governador a suas fileiras é o PSD, que nem chegou ainda a ser especulado seriamente como uma alternativa de filiação para o governador.

Carlos Moisés deixou o PSL recentemente e começou a articular seu ingresso a um grande partido. Imaginou que não faltariam ofertas, mas elas não vieram. Pelo menos não vieram de siglas com robustez.

A interlocutores, o governador disse que seu caminho natural seria uma filiação ao MDB ou ao Progressistas, para disputar a reeleição. Os dois partidos, no entanto, por ora não demonstraram interesse.

O MDB, especificamente, já tem pré-candidato ao governo de sobra. Carlos Moisés poderia ser o nome de conciliação para arrefecer os ânimos da sigla, mas isto está longe de ser uma possibilidade.

Já o Progressistas permanece virtualmente fechado para o governador, em que pese o fato dele ter entregue a Secretaria da Agricultura, e a liderança do governo na Assembleia, para a sigla. A família Amin, no entanto, não fecha com Carlos Moisés, e poderá promover uma debandada do partido caso o governador se filie a ele.

Bem colocado nas pesquisas através do ex-governador Raimundo Colombo e do prefeito de Chapecó, João Rodrigues, o PSD não quer nem ouvir falar na filiação do governador em seus quadros, muito pelo contrário. Quer mesmo é tê-lo como adversário em 2022, algo que vem sendo deixado bem claro por Colombo e Rodrigues.

Mas nem tudo está perdido para o governador, que pode optar pela filiação a uma sigla de menor calão e, a partir dela, costurar uma coligação que tente viabilizar sua presença no segundo turno. Paralelo a isto, ele precisaria tentar obstruir uma possível aliança entre MDB, PSD e PSDB, tanto no primeiro, quanto no segundo turno.

Construir candidatura pelo PP poderia levar a racha interno

Dentro do Progressistas, Carlos Moisés da Silva têm vários aliados, dentre eles o deputado estadual José Milton Scheffer.

O problema do governador é que a agremiação tem vivido ao longo dos últimos 40 anos sob forte influência da família Amin, cujo herdeiro é o deputado estadual João Amin, um dos principais opositores da atual gestão estadual no parlamento catarinense.

Se bem articulado, através de uma operação para lá de melindrosa, o ingresso do governador no partido até poderia ser viabilizado, mas muito provavelmente a porta pela qual ele entraria seria a mesma que a família Amin sairia, levando consigo um caminhão de fiéis seguidores.

Carlos Moisés unido a partidos de centro-esquerda seria contraditório

Uma das alternativas do governador poderia ser uma filiação ao PSB, na tentativa de buscar costurar uma espécie de frente de centro, mais puxada para a esquerda, objetivando chegar ao segundo turno da eleição estadual.

O grande problema é justamente a mudança radical de posicionamento partidário de Carlos Moisés de uma eleição para a outra. Em 2018 ele era bolsonarista, com arminha e tudo mais.

A imagem de político conservador se desfez mesmo antes da posse, em janeiro de 2019. Todavia, aparecer quatro anos depois, quem sabe, com um adesivo de Lula Presidente no peito poderia soar muito atravessado para o eleitor comum.

Santa Rosa do Sul ganha sede própria do Samae

Prefeito de Santa Rosa do Sul, Almides da Rosa (PSDB), inaugurou ontem à tarde a nova sede do Samae, o Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto. O executivo investiu R$ 500 mil na construção do novo prédio, incluindo todo o mobiliário e infraestrutura operacional.

De acordo com o prefeito, a partir de agora a intenção é ampliar a distribuição de água tratada nos mais distantes pontos possíveis de Santa Rosa do Sul. “Temos uma preocupação muito grande com a saúde de nossa população e a água tratada está neste contexto. Quanto mais acesso à água de boa qualidade, menores serão os problemas de saúde no município”, ressaltou o prefeito.

Rodrigo Minotto cada vez mais longe do governo estadual

Antes, fiel escudeiro do governador Carlos Moisés da Silva, deputado estadual Rodrigo Minotto (PDT) tem se afastado cada vez mais do chefe do executivo estadual. Semana passada ele foi um dos poucos parlamentares que votou contra a reforma da previdência estadual, se aliando a outros deputados que já fazem frente ao governador, a maioria do PT.

A simpatia de Minotto por Carlos Moisés começou a diminuir depois que a então deputada brizolista, Paulinha da Silva, assumiu a liderança do governo da Assembleia Legislativa, função que ocupou entre fevereiro e outubro do ano passado.

Adversária interna de Minotto, Paulinha chegou a ser expulsa do PDT por conta disto. Desde então, é Carlos Moisés para lá, Minotto para cá.

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