Rolando Christian Coelho | Terceira Via faria bem para os brasileiros

Brasil precisa voltar a discutir com seriedade os temas que dizem respeito ao nosso desenvolvimento

Rolando Christian Coelho, 11/04/2022

Terceira Via faria bem para os brasileiros

A formação de uma Terceira Via política, para a eleição presidencial deste ano, faria bem para os brasileiros. Talvez não fizesse bem para o Brasil, caso fosse eleita, mas para os brasileiros, sem dúvidas, faria. A maior prova disto são os comentários que se seguirão a esta coluna, nas redes sociais.

Observe a quantidade de pessoas que farão críticas a este texto, meramente baseadas em sua manchete. Basicamente, isto se dá porque os brasileiros não estão mais discutindo política, muito menos os destinos do país.

A política nacional virou uma briga entre torcidas organizadas. De um lado os simpatizantes do presidente Jair Bolsonaro (PL). Do outro, os simpatizantes do ex-presidente Lula da Silva. Nada mais que isto.

A Terceira Via poderia se prestar ao papel de trazer à tona, novamente, as verdadeiras discussões nacionais, aquilo que, de fato, diz respeito ao desenvolvimento de nosso país enquanto Nação. A última vez que isto ocorreu foi à época das gestões de Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

Lula, em seu primeiro mandato, entre 2003 e 2006, até ensaiou um programa de desenvolvimento nacional, mas acabou o deixando de lado para se manter no poder através das negociatas que o levaram para atrás das grades. Acreditou na comodidade das amizades fáceis, ao invés de se portar como um estadista.

Bolsonaro, durante a campanha de 2018, se mostrou vocacionado ao estadismo, mas acabou optando por resumir seu projeto ao anti-petismo. Tudo isto é péssimo para o Brasil, uma verdadeira lástima. Em resumo, hoje, enquanto país, não sabemos como estamos e muito menos aonde queremos chegar.

Caso uma candidatura alternativa ao bolsonarismo e ao petismo se consolide, e se faça respeitar, talvez possamos voltar a discutir política, e, por consequência, possamos voltar a planejar os destinos de nossa Pátria.

Dependendo do candidato a ser escolhido pela Terceira Via, seria muito melhor que não se elegesse, mas pelo menos, neste momento, seu grupo traria para os holofotes algo mais propositivo do que aquilo que está posto no cenário político nacional, podendo servir de receita para quem efetivamente vencesse a disputa pela Presidência.

Mais do que um presidente, o Brasil precisa de um projeto, e, infelizmente, faz quase 20 anos que não temos sequer um rumo, o que se dirá de um propósito real.

 

Andresa (PL) deixa subentendido que será candidata a estadual

Advogada Andresa Vitorino Ribeiro, presidente do PL de Araranguá, se manifestou nas redes sociais a respeito de sua possível candidatura a deputada estadual nas eleições deste ano.

Ela agradeceu as manifestações de apoio que vem recebendo, em decorrência da citação de seu nome para o embate eleitoral que se avizinha, ressaltando que está à disposição do partido, assim como o estão também outros nomes.

Diplomática, Andresa ressaltou que independentemente do nome que será escolhido pelo PL, para disputar a Assembleia Legislativa pela região da Amesc, ela estará fortemente ligada a campanha de 2022.

Andresa também aproveitou para ressaltar que tem o firme propósito de colaborar para a reeleição do presidente Jair Bolsonaro, e de tentar eleger o senador Jorginho Mello governador do Estado, ambos filiados ao PL.

“Interpraias” finalmente começará de verdade

Rebatizada de Caminhos do Mar, a antiga Interpraias, rodovia que liga Passo de Torres ao município de Laguna, terá seu primeiro trecho asfaltado, na região da Amesc, em Balneário Gaivota. O investimento, na casa dos R$ 38 milhões, deverá ser conveniado ainda este mês com a prefeitura do município.

O aporte financeiro do governo estadual está dentro do pacote de obras que vem sendo realizado pela atual gestão em todo o Estado. Basicamente, o governador Carlos Moisés da Silva (Rep) vem tirando do papel todos aqueles antigos projetos que se arrastavam há décadas nas gavetas de gabinetes de secretarias estaduais, em Florianópolis, e os tornando realidade.

Só na região da Amesc a estimativa é que seja investido cerca de R$ 1 bilhão em obras e ações pelo atual governo. Em relação a Caminhos do Mar, em Gaivota, há de se ressaltar os méritos do prefeito Kekinha dos Santos (PSDB) e de seu vice, Jonatã Coelho, na articulação política para a liberação dos recursos.

Amin está assanhado para ser candidato ao governo

Senador Esperidião Amin (PP) começou a se assanhar para o processo eleitoral deste ano. Prospecta a possibilidade de concorrer ao Governo do Estado, tendo o PSD como aliado. Já fala, até mesmo, em apoio integral a candidatura de Raimundo Colombo (PSD) ao Senado. Vale lembrar que PP e PSD, à época em que eram conhecidos como PDS e PFL, foram parceiros de longa data em Santa Catarina.

A parceria se estremeceu em 1994, quando o PFL trabalhou nos bastidores pela eleição de Paulo Afonso Vieira (MDB) no segundo turno, e ruiu de vez em 2006, quando o PSD (ex-DEM) embarcou na campanha de Luiz Henrique da Silveira (MDB).

E somente embarcou porque Colombo nutria a expectativa de ser apoiado por Esperidião Amin para disputar o governo. O apoio não evoluiu. Questão agora é saber se Colombo não guardou ressentimentos.

PTB pode ser baixa na campanha de Jorginho Mello

Depois que o presidente Jair Bolsonaro (PL) demostrou explicitamente sua predileção pelo empresário Jorge Seif (PL), como candidato ao Senado, em Santa Catarina, o PTB estadual passou a reavaliar seu apoio ao senador Jorginho Mello (PL), que é pré-candidato ao governo.

Em princípio, Jorge Seif deverá ser o candidato oficial de Jorginho a senador, o que depõe contra os interesses do deputado estadual, e presidente do PTB catarinense, Kennedy Nunes, que também é pré-candidato ao Senado. Durante final de semana, reunida em Florianópolis, a cúpula do PTB manifestou desejo de lançar Kennedy como candidato ao governo, o que seria péssimo para Jorginho Mello.

É que o PTB de Santa Catarina é fortemente ligado ao segmento evangélico, e vinha manifestando apoio a Jorginho. A manobra, no entanto, pode ser apenas uma forma de pressionar o PL a retirar o nome de Jorge Seif do processo eleitoral, convergindo apoio para Kennedy Nunes ao Senado.

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